A Amazon apresentou uma nova família de tablet Android com Alexa e acesso completo à Google Play Store, uma mudança importante para quem acompanhava a linha Fire. Os novos Amazon Alexa Tablets chegam em três tamanhos, com Alexa+ integrada ao sistema, apps do Google disponíveis oficialmente e preços a partir de US$ 229,99. A novidade importa porque aproxima os tablets da Amazon de uma experiência Android mais convencional, sem depender apenas da loja de aplicativos própria da empresa.
Segundo o anúncio oficial da Amazon, a linha inclui o Amazon Alexa Tablet 12 Pro, o Amazon Alexa Tablet 11 e o Amazon Alexa Tablet 8. Todos rodam Android, têm acesso à Play Store e mantêm serviços da Amazon já instalados, como Prime Video, Kindle, Audible, Amazon Music, Amazon Quick e Amazon Luna.

Tablet Android com Alexa muda a relação com apps
A principal virada está na distribuição de aplicativos. Durante anos, os Fire tablets ficaram associados ao Fire OS e à Amazon Appstore, o que limitava ou dificultava o uso direto de apps populares do Google. Agora, a Amazon afirma que os novos modelos vêm com acesso a milhões de aplicativos na Google Play Store, incluindo YouTube, Netflix, Gmail e Google Docs.
Na prática, isso pode reduzir uma das maiores barreiras para quem considerava os tablets da Amazon bons em preço, mas restritos em software. A própria documentação para desenvolvedores da empresa reforça que, fora casos específicos do Amazon Kids+, apps para os Alexa Tablets precisam ser distribuídos pela Google Play Store, como mostra a FAQ dos dispositivos Alexa Tablet.
O movimento também posiciona a Amazon em uma disputa mais direta com tablets Android de Samsung, Lenovo e Xiaomi, além do iPad em faixas superiores. A diferença é que a empresa tenta manter sua camada própria de serviços, compras, entretenimento e casa conectada por meio da Alexa+.

Modelos, preços e recursos anunciados
O Amazon Alexa Tablet 12 Pro é o modelo mais avançado. Ele tem tela de 12 polegadas com 280 ppi, taxa de atualização de 120 Hz, proporção 3:2, construção em alumínio e opções de tela padrão ou Nanomatte antirreflexo. A Amazon diz que o chip de 4 nm e oito núcleos entrega até três vezes mais processamento e nove vezes mais desempenho gráfico que qualquer tablet já lançado pela empresa. Há ainda até 16 GB de RAM, Wi-Fi 6E, quatro alto-falantes com Dolby Atmos e até 16 horas de reprodução de vídeo.
O modelo 12 Pro parte de US$ 499,99, enquanto a versão com tela Nanomatte começa em US$ 549,99. Ele também pode ser usado com a Pro Pen, vendida por US$ 89,99, e o Pro Keyboard, vendido por US$ 149,99. A caneta tem 4.096 níveis de pressão, detecção de inclinação e carregamento sem fio, enquanto o teclado se conecta magneticamente, sem pareamento Bluetooth.
O Amazon Alexa Tablet 11 tem tela de 11 polegadas com resolução 2.5K, 276 ppi, 90 Hz, corpo de alumínio, processador de oito núcleos, 8 GB de RAM e até 15 horas de vídeo. Ele começa em US$ 329,99. Já o Alexa Tablet 8 tem tela de 8,7 polegadas, pesa 329 gramas, traz Wi-Fi 6, processador de oito núcleos, até 14 horas de vídeo e preço inicial de US$ 229,99.

Alexa+ vira o centro da experiência
A Amazon não está apenas trocando a loja de apps. A empresa quer que a Alexa+ funcione como a camada inteligente do tablet. A assistente aparece na tela inicial, pode ser chamada por voz ou por toque no botão Ask Alexa e promete responder perguntas, controlar dispositivos de casa conectada e ajudar com tarefas sem tirar o usuário do aplicativo aberto.
Um recurso chamado On-Screen Intelligence permite que a Alexa use o conteúdo da tela como contexto, desde que o usuário ative a função. A Amazon afirma que esse recurso vem desligado por padrão, exige opção explícita e exibe um indicador visual quando a assistente pode ver a tela. Também há sessões ao vivo para conversas contínuas, sem repetir a palavra de ativação a cada pergunta.
Esse ponto deve ser observado com atenção. Mais inteligência contextual pode tornar o uso mais fluido, mas também aumenta a importância de controles claros de privacidade. A Amazon diz que o usuário escolhe quando a Alexa escuta, quando vê a tela e o que lembra.

O que muda para compradores no Brasil
Por enquanto, a Amazon anunciou disponibilidade nos Estados Unidos, México e Canadá com envio a partir de 14 de outubro de 2026. Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Espanha começam em 19 de outubro. O comunicado não informa lançamento no Brasil, então qualquer compra por aqui dependeria de importação ou de um anúncio local posterior.
Mesmo sem data brasileira, a mudança é relevante para quem acompanha eletrônicos com IA. Um tablet da Amazon com Android, Google Play e Alexa+ tende a ser menos isolado que os Fire tablets antigos. Para quem já usa serviços do Google, isso significa menos improvisos. Para quem vive no ecossistema Amazon, significa manter Kindle, Prime Video, Audible e Alexa no centro da tela.
A notícia também ajuda a entender a direção da empresa. Depois de integrar IA generativa à assistente, a Amazon começa a colocar a Alexa+ em dispositivos maiores e mais produtivos. É uma estratégia parecida com a corrida que já aparece em PCs e sistemas operacionais com IA, como a integração do Copilot no Windows, tema que o GalaxyIA também explicou em outra matéria.












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